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no souvenir

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A nossa Copa

Acordaste para mais um dia. É assim há 88 anos. Contigo aprendi a ver o mundo pelas páginas dos jornais e pela narrativa do noticiário televisivo. Hoje, estou certa, vais começar o dia a folhear as páginas do Globo, o periódico que está sempre de manhã cedo no portão da nossa casa.

 

Não sei se separaste a bandeira e o boné do Brasil. Foi sempre assim em todas as Copas que passamos juntos. Contigo aprendi o que é um escanteio, corner, offsite e tiro de meta. Termos que agora falo de outra maneira, mas que me vêm sempre à cabeça quando vejo um jogo de futebol.

 

Hoje, o nosso país está no centro do mundo. Foi estando nos últimos tempos por motivos que não nos trazem o orgulho que queríamos e esperávamos. Tu querias que o Brasil desse certo e vai dar, só que daqui a 50 anos, como já falaste tantas vezes. Eu também quero. E por isso sei, que mesmo com um oceano a separar-nos e a roubar-nos as muitas conversas que poderíamos ter, vamos partilhar a emoção de ouvir o hino, ver os jogadores em campo e esperar pelo gol. E que seja gol do Brasil.

 

Quando a bola entrar na rede a magia do futebol vai apagar, nem que por alguns segundos, a corrupção e a desigualdade associadas a esta Copa do Mundo. Quando a bola entrar na rede, vou tentar ser criança outra vez e imaginar que estou ao teu lado neste momento.