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no souvenir

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Os meus azulejos

Sempre gostei de casas. Antigas ou novas, uma casa é quase sempre alvo do meu olhar. Sempre gostei imaginar as histórias das casas antigas, estas sim, com as suas janelas e portas gastas pelo tempo, jardins e recantos, conseguem provocar a minha curiosidade, serem misteriosas, belas e decadentes ao mesmo tempo. Mesmo que não sejam nada disso aos olhos de outra pessoa.

Desde que comecei a usar o instagram, uma das minhas redes sociais preferidas, tenho fotografado muitas casas, janelas, portas e azulejos, estes últimos, um mundo à parte na história das casas. Ora gastos, quase em cor, desfeitos ou remendados, ora cheios de vida e cores, com padrões clássicos ou geométricos, os azulejos são um tema recorrente nas minhas aventuras fotográficas instantâneas, principalmente no Porto. Estética e tradição, os azulejos são as joias de uma casa, os seus adornos e o seu cartão de visita. Uma técnica milenar que continua a ser uma marca das (nossas) casas portuguesas.

Alguns amigos já me perguntaram, com algum espanto, onde vou eu buscar tantos azulejos. Ao que penso, não vou buscá-los, eles estão lá, agarrados às paredes, à espera de serem vistos e apreciados. Guardam momentos e histórias, são parte indissociável daquela casa e fazem as ruas ficarem mais coloridas. São um património paralelo e uma forma de comunicação entre a arquitetura e as pessoas. Não é difícil dar com eles, basta estar atento às histórias que as casas nos contam quando passamos por elas.