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no souvenir

no souvenir

Velhos hábitos

Comprar o jornal, ter tempo para ler um bom livro, falar ao telefone com um familiar que está longe ou marcar um encontro com alguém que nem sempre vemos mas que é uma pessoa importante na nossa vida.

 

Velhos hábitos que parecem estar a cair em desuso, a julgar por muitos exemplos no nosso dia-a-dia. Eu própria estava com o “vício” de antes de ir dormir estar na cama a navegar no meu iPhone... Redes sociais, notícias, e-mail, enfim, tudo aquilo que já me rodeia durante o dia de trabalho. Decidi deixar-me disso e, em troca, leio algumas páginas de um livro. Resultado: voltei à minha rotina de leituras, consigo desligar-me melhor do dia de trabalho que fica para trás e embarcar numa noite de sono mais tranquila.

 

Claro que nem sempre isso vai acontecer, vai haver dias que vou querer dar uma espreitadela no Facebook, por exemplo, no dia do meu aniversário. Quem não fica contente em receber centenas de mensagens de parabéns no seu mural? A resposta é óbvia mas, sem retirar o valor destas felicitações, considero que é cada vez mais impessoal deixar votos de aniversário via redes sociais. Quando são pessoas mais afastadas, colegas de trabalho, ou, enfim, aqueles “amigos” apenas virtuais, compreende-se perfeitamente. Agora, amigos próximos e familiares é diferente. Nada substitui um telefonema, uma troca de palavras e, se for possível, uma troca de olhares e abraços.

 

Cada caso é um caso, e há quem possa, felizmente, estar com a família reunida nas datas especiais. No meu caso não é assim e sei a importância que um telefonema ganha quando temos um oceano a separar-nos.

 

Este texto é um manifesto aos velhos e bons hábitos. Comprar o jornal num sábado de sol e ter o dia para o degustar. Devorar um bom livro, mesmo quando o tempo é escasso. Ligar a uma pessoa querida que está longe, quer seja no dia do seu aniversário, quer não. Pode ser num dia qualquer. Ligar para dizer “olá”, perguntar se está tudo bem, dizer que temos saudades, mostrar o nosso afeto. São pequenos gestos, pequenos grandes gestos de felicidade.