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no souvenir

no souvenir

Casa velha

A chuva vai continuar a cair na casa

enquanto ela estiver desabitada

Nas janelas sem vidraças o vento

continua a entrar em pedir licença

O mato cresce no jardim

e os gatos vadios

fazem dele o seu quintal

No velho poço de pedra e musgo

a água continua a brotar

submersa aos nossos olhos

Mas ela espera por nós

Nas paredes que respiram tempo

há memórias guardadas para um futuro

de cortinas brancas e floreiras nas janelas

Outono

É sempre a mesma coisa. Mudam as estações, muda o guarda-roupa e temos a tarefa chata de arrumar as vestimentas. Hoje comecei a guardar religiosamente os meus vestidos de verão, como se ali em cada vinco e dobra pudesse guardar um bocadinho também dos dias longos e claros, de pernas e braços ao léu. Lá fora, começava a chover. Daqui a uns dias muda a hora e eu faço anos. Agora sim, bem-vindo senhor Outono, adeus menino Verão.

Agosto

Agosto, não me tragas nenhum desgosto

Vem antes devagar a desenrolar

Nas ondas deste teu mar

Porque não há mar como teu

Deste mês em que praia é nossa

E é de todos sempre quando chegas

 

Vens quando o verão está a meio

Cruzas fronteiras carregadas de saudade

Quem volta traz o coração cheio

Espalhando festas em cada vila ou cidade

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